O sol gelado a bater-me nas pestanas, ensopadas num líquido transparente e salgado que salta como uma grande hemorragia destes meus olhos cegos por um raio luminoso… Esse raio luminoso, um anjo lindo (e esbelto), magnifico, magnânime, captou a minha atenção, fez-me sorrir, falar, brincar… Fez-me feliz!!! E por fim partiu dizendo-me que voltaria um dia, deixando-me nesta escuridão, com o coração na boca, sentido constantemente o seu palpitar a gritar na minha cabeça!! Esse grito que quer ganhar vontade e libertar-se, para correr o mundo e procura-lo até o encontrar… Esse grito tem na alma um sentido, um segredo para lhe dizer… Oh!
Espero aqui, onde a sua ausência me dilacera o corpo, o seu desejado regresso, o regresso daquelas asas brancas enormes e daquele olhar cristalino, para então poder à luz voltar. Quero sentir de novo o calor deste sol que teima em congelar-me a alma!!!
Quero voar, bater asas... Quero abanar o mundo, sacudir os oceanos, comer o vazio e vomitar a galáxia!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
sábado, 26 de março de 2011
"Surpresas"
Tendo em conta que nem tudo é linear, como a própria vida, por vezes temos verdadeiras “surpresas”…
A partir daqui a imaginação como que se apodera do nosso corpo, e a nossa alma rende-se aos encantos de uma nova opinião.
A magia de uma dualidade entre o que era e o que está a deixar de ser pode ser avassaladora e chega a dar medo, um frio na barriga.
O mais grave é não conseguir entender, de onde vêm essas “surpresas” e porquê, quando, onde…
Tendo em conta tantas outras coisas que o ser humano não entende (ainda), e que levará ainda algum tempo a faze-lo, temos TEMPO para digerir essas “surpresas”, entende-las e por fim verificar a sua utilidade.
Nota: entenda-se surpresa por qualquer acontecimento (bom ou menos bom) que marque um ponto de viragem drástico ou menos drástico.
Trinity "As minhas Opiniões, Constatações, e Conclusões
A partir daqui a imaginação como que se apodera do nosso corpo, e a nossa alma rende-se aos encantos de uma nova opinião.
A magia de uma dualidade entre o que era e o que está a deixar de ser pode ser avassaladora e chega a dar medo, um frio na barriga.
O mais grave é não conseguir entender, de onde vêm essas “surpresas” e porquê, quando, onde…
Tendo em conta tantas outras coisas que o ser humano não entende (ainda), e que levará ainda algum tempo a faze-lo, temos TEMPO para digerir essas “surpresas”, entende-las e por fim verificar a sua utilidade.
Nota: entenda-se surpresa por qualquer acontecimento (bom ou menos bom) que marque um ponto de viragem drástico ou menos drástico.
Trinity "As minhas Opiniões, Constatações, e Conclusões
sexta-feira, 25 de março de 2011
Porquê?
Porque me descobriste no abandono?
Com que ternura me arrancaste um beijo?
Porque me inundaste de desejo?
Quando eu estava bem morta de sono.
Com que mentira abriste o meu segredo?
De que romence antigo me roubaste?
Com que raio de luz me iluminaste?
Quando eu estava bem morta de medo.
Porque não me deixaste adormecida,
E me mostraste o mar - com que navio?
E me deixaste só - com que saída?
Porque desceste ao meu porão sombrio?
Com que direito me ensinaste a vida,
Quando eu estava bem morta de frio.
Trinity
Com que ternura me arrancaste um beijo?
Porque me inundaste de desejo?
Quando eu estava bem morta de sono.
Com que mentira abriste o meu segredo?
De que romence antigo me roubaste?
Com que raio de luz me iluminaste?
Quando eu estava bem morta de medo.
Porque não me deixaste adormecida,
E me mostraste o mar - com que navio?
E me deixaste só - com que saída?
Porque desceste ao meu porão sombrio?
Com que direito me ensinaste a vida,
Quando eu estava bem morta de frio.
Trinity
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O Lobo a Meu Lado
As cordas do violino
Soltaram a lágrima de mel
Nas mãos do menino
Fechado na Torre de Babel!
Os pincéis que na tela
Reproduzem a alvorada
Das asas da fada
Alojada num barco a vela!
No espectro do silêncio
Rompe a criatura
Que no palco macio
Ergue a sua postura!
E o lobo a meu lado
Canta à Lua a sua ternura
Acompanhado pelo meu Fado
Sublimado de amargura!
Trinity
Soltaram a lágrima de mel
Nas mãos do menino
Fechado na Torre de Babel!
Os pincéis que na tela
Reproduzem a alvorada
Das asas da fada
Alojada num barco a vela!
No espectro do silêncio
Rompe a criatura
Que no palco macio
Ergue a sua postura!
E o lobo a meu lado
Canta à Lua a sua ternura
Acompanhado pelo meu Fado
Sublimado de amargura!
Trinity
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Frustação ou Motivação?
“Em geral, as pessoas seguem um novo rumo quando se fartam de estarem fartas.”
Não podia estar mais de acordo. A afirmação adequa-se tanto à vida profissional, pessoal ou mesmo emocional.
Situações como divórcio, mudança de emprego ou começar uma “nova vida” etc., requerem em simultâneo frustração e motivação.
Se não vejamos; por exemplo se não somos felizes no que fazemos profissionalmente, reflectir-se-á em outros aspectos da nossa vida, o que provocará uma sensação de agonia, sufoco e mau estar com o mundo que nos rodeia, até chegar a um ponto de desequilíbrio e creio ser aqui que perdemos o medo da mudança e partimos para outra. Muitas vezes antes de dar o salto para outra etapa, uma nova etapa, perde-se demasiado tempo a ponderar-se todos os prós e contras, porque de facto só acreditamos nas decisões mais pensadas e avaliadas. Muitas vezes as decisões repentinas e não pensadas são as que mais resultam.
Portanto quando se está farto de estar farto a decisão de mudança acaba por ser repentina e inevitável na busca do nosso próprio equilíbrio e bem-estar.
Atingir os nossos objectivos pessoais e profissionais torna-se ao longo da vida o motor de busca de novos conhecimentos e interpretações, no fundo são o motor de busca de um melhor sentido para nós próprios, a procura incessante da felicidade.
A frustração acaba assim por ser o trampolim para a motivação.
Trinity "As Minhas Opiniões, Constatações e Conclusões"
Não podia estar mais de acordo. A afirmação adequa-se tanto à vida profissional, pessoal ou mesmo emocional.
Situações como divórcio, mudança de emprego ou começar uma “nova vida” etc., requerem em simultâneo frustração e motivação.
Se não vejamos; por exemplo se não somos felizes no que fazemos profissionalmente, reflectir-se-á em outros aspectos da nossa vida, o que provocará uma sensação de agonia, sufoco e mau estar com o mundo que nos rodeia, até chegar a um ponto de desequilíbrio e creio ser aqui que perdemos o medo da mudança e partimos para outra. Muitas vezes antes de dar o salto para outra etapa, uma nova etapa, perde-se demasiado tempo a ponderar-se todos os prós e contras, porque de facto só acreditamos nas decisões mais pensadas e avaliadas. Muitas vezes as decisões repentinas e não pensadas são as que mais resultam.
Portanto quando se está farto de estar farto a decisão de mudança acaba por ser repentina e inevitável na busca do nosso próprio equilíbrio e bem-estar.
Atingir os nossos objectivos pessoais e profissionais torna-se ao longo da vida o motor de busca de novos conhecimentos e interpretações, no fundo são o motor de busca de um melhor sentido para nós próprios, a procura incessante da felicidade.
A frustração acaba assim por ser o trampolim para a motivação.
Trinity "As Minhas Opiniões, Constatações e Conclusões"
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Na Onda do Desejo
Na onda do desejo
Coloquei-te num pedestal.
No rebentamento de um beijo
Quebrei os meus sapatos de cristal.
Pedi um copo de Gin
E incendiei o teu olhar.
As horas a passar
E tu imploras-me, a mim…
E vais explodir de ódio
Por estares nesse pódio
Coberto de jasmim,
Mas sem o meu sim.
Trinity
Coloquei-te num pedestal.
No rebentamento de um beijo
Quebrei os meus sapatos de cristal.
Pedi um copo de Gin
E incendiei o teu olhar.
As horas a passar
E tu imploras-me, a mim…
E vais explodir de ódio
Por estares nesse pódio
Coberto de jasmim,
Mas sem o meu sim.
Trinity
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Envelhecimento
O envelhecimento é o amadurecimento daquilo que nos torna sensíveis.
É uma forma de nos encontramos, de saber quem somos. É com o passar dos anos que nos apercebemos daquilo que nos rodeia.
Somos nós que giramos em torno do mundo e fazemos dele a esfera que gira em torno do Sol.
Trinity
25 de Dezembro de 2000
Escrevi esta definição de algo que é progressivo na condição humana a quase 10 anos. Nessa altura ainda era muito nova, mas a minha percepção não podia ser mais correcta. Hoje olho para trás, para aquela jovem (e continuo jovem) e consigo ver a grande diferença que existe entre nós, embora sejamos a mesma pessoa. A condição humana exige isto mesmo, que de vez em quando paremos e olhemos para nós próprios para que possamos avaliar-nos e para podermos entender o que raio se passa à nossa volta. Reflecte-se um certo egoísmo (puro e duro), mas como diz o Talmude: “Se não pensar em mim, quem o fará?” ou não será este o nosso primeiro passo para felicidade? Pois só poderei fazer os outros felizes se gostar de mim, se me amar e só me poderei amar se me conhecer na minha grande plenitude (virtudes e defeitos), logo com todos os anos que fazem parte da minha existência, da minha vivência!
Daqui a 10 anos, quando entrar numa outra fase, farei uma nova paragem e uma nova avaliação de mim própria, de toda a minha existência e de todo o meu contributo neste mundo e de novo confirmarei que a cada década que passou, a cada ano, a cada dia me fui tornando numa pessoa mais sensível, mais apta e com mais conhecimento a cerca de mim e daqueles de que fazem parte de mim.
Trinity
É uma forma de nos encontramos, de saber quem somos. É com o passar dos anos que nos apercebemos daquilo que nos rodeia.
Somos nós que giramos em torno do mundo e fazemos dele a esfera que gira em torno do Sol.
Trinity
25 de Dezembro de 2000
Escrevi esta definição de algo que é progressivo na condição humana a quase 10 anos. Nessa altura ainda era muito nova, mas a minha percepção não podia ser mais correcta. Hoje olho para trás, para aquela jovem (e continuo jovem) e consigo ver a grande diferença que existe entre nós, embora sejamos a mesma pessoa. A condição humana exige isto mesmo, que de vez em quando paremos e olhemos para nós próprios para que possamos avaliar-nos e para podermos entender o que raio se passa à nossa volta. Reflecte-se um certo egoísmo (puro e duro), mas como diz o Talmude: “Se não pensar em mim, quem o fará?” ou não será este o nosso primeiro passo para felicidade? Pois só poderei fazer os outros felizes se gostar de mim, se me amar e só me poderei amar se me conhecer na minha grande plenitude (virtudes e defeitos), logo com todos os anos que fazem parte da minha existência, da minha vivência!
Daqui a 10 anos, quando entrar numa outra fase, farei uma nova paragem e uma nova avaliação de mim própria, de toda a minha existência e de todo o meu contributo neste mundo e de novo confirmarei que a cada década que passou, a cada ano, a cada dia me fui tornando numa pessoa mais sensível, mais apta e com mais conhecimento a cerca de mim e daqueles de que fazem parte de mim.
Trinity
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